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Palmeiras Octacampeão Brasileiro. E as(os) “do contra”.

Hoje a CBF reconheceu, de maneira tardia, as Taças Brasil e os Torneios Roberto Gomes Pedrosa no mesmo patamar que o Brasileirão instituído pela entidade em 1971 e que vigora até os dias atuais.

Com isso, o Brasil inteiro passa a saber o que nós palmeirenses (e a Revista Placar, visto que nos coloca no topo do ranking da sua publicação anualmente) sempre soubemos: o Palmeiras é o maior campeão nacional, ao lado do Santos.

Sinceramente, não me importo tanto assim com este reconhecimento e nem vou sair às ruas comemorando algo que já foi vencido, comemorado e exaltado há muito tempo atrás. O reconhecimento não mudará o respeito e admiração que todos, até os que não vivenciaram a época, têm pela Academia do Palmeiras e pelo Santos de Pelé.

Porém, não deixa de me incomodar a maneira muitas vezes incoerente com que os contrários ao reconhecimento argumentam. Estes, na maioria dos casos são-paulinas(os) que pensam ser o São Paulo de Muricy maior do que foi o Santos de Pelé ou o Palmeiras da Academia. Afinal, elas(es) ganharam 3 títulos brasileiros enquanto nós “só” ganhamos 2 Taças Brasil e 2 Roberto Gomes Pedrosa.

Ninguém nega que a Taça Brasil e o Robertão foram, cada um em sua época, o torneio mais importante do Brasil, que contava com times de todo o território nacional e que dava ao campeão o status de melhor time do país e o direito de representá-lo na Taça Libertadores.

Pois bem, o argumento dos “do contra” é que, apesar de ser um título nacional e o mais importante da época, Taça Brasil e Torneio Roberto Gomes Pedrosa não devem ser considerados como Campeonatos Brasileiros pois tinham nome e regulamento diferentes dos atuais.

O argumento torna-se inválido a partir do momento que se pesquisa um pouco sobre a história do futebol brasileiro e percebe-se que, durante as décadas de 70 e 80, o Brasileirão teve inúmeros regulamentos e diferentes nomes. Sim, diferentes nomes: pra quem não sabe, o Brasileirão foi chamado de Taça de Ouro em algumas edições neste período.

Mas até aí tudo bem, são opiniões e desde que embasadas, a discussão é válida e só tende a deixar ainda mais em evidência os feitos pré-1971.

No entanto, o que é difícil de aceitar é a total falta de coerência destas(es) que ficaram indignadas(os) com a unificação dos títulos. Pergunte a qualquer são-paulina(o) contrária(o) ao reconhecimento das Taças Brasil e Robertões se ele considera a Copa Toyota como mundial ou se mantém a opinião e julga que, por ter nome e regulamento diferentes, aquele era um outro torneio e que não deve ser reconhecido como mundial.

O mesmo vale para a imprensa carioca, que trata o reconhecimento das Taças Brasil e Robertões como um assunto polêmico (que fato o é), mas não ousa questionar o reconhecimento da Copa João Havelange vencida pelo Vasco em 2000.

Em tempo, há ainda os que dizem que para ser campeão da Taça Brasil, o Santos por exemplo jogou apenas 4 jogos. Essa visão é demasiadamente simplista, pois o regulamento dizia que os campeões estaduais classificariam-se à fase de mata-matas. Ou seja, o Santos jogou 42 jogos para ser campeão, 38 para se classificar e 4 nos mata-matas que lhe sagraram campeão. A falta de coerência também vale para este argumento, afinal, em 1992/1993 o SPFC jogou apenas 1 jogo para ser campeã(o) enquanto que atualmente é preciso jogar o dobro de partidas. Mais uma vez a visão é propositalmente simplista, pois para ser campeão mundial, é preciso vencer o campeonato continental.

É isso, Palmeiras Octacampeão brasileiro. Não a partir de hoje, mas desde 1994.

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